Dicas simples para controlar a ansiedade

Ansiedade

A ansiedade muitas vezes age de maneiras tão estratégicas que parece impossível evitá-la. Na verdade, um dos recursos do comportamento ansioso é justamente a incapacidade de fugir. Toda tentativa pode aumentá-la, tornando o processo muito sofrido. Por isso, muitos estudos indicam que, por pior que possa parecer, é melhor aceitar e encarar este “monstro” que tentar escapar. Tendo isso em mente, listamos algumas dicas para quem quer controlar a ansiedade:

1. Sentir nem sempre é ruim

A dica é simples, mas não corresponde à nossa intuição. Diante de sentimentos ruins, tendemos a tentar afastá-los. Contudo, deixar a ansiedade fluir pode ser melhor que as tentativas de controle fracassadas. Sinta a sua a ansiedade, entenda de onde ela vem e procure os lugares do seu corpo que são diretamente atingidos por ela. 

2. Escreva sobre o que está sentindo

Essa dica é uma continuidade da primeira. Escrever sobre a ansiedade pode ser uma maneira de lidar com ela de modo mais direto. Basta pegar um papel e começar a anotar os pensamentos e sentimentos presentes naquele momento. Além de trazer alívio, esta prática ajuda no entendimentos sobre as causas da ansiedade.

3. Chorar ajuda

Você já deve ter notado que as dicas tem a ver com permissão. A ansiedade quase sempre recai em pensamentos como “eu não deveria me sentir assim” ou “não posso perder tempo com isso”. O que estamos tentando dizer é que reprimir os sentimentos pode agravar a situação. Assim, chorar pode ser uma boa forma de deixar o que está preso sair, trazendo alívio.

4. Encare seus medos

Vamos pensar em uma imagem. Uma pessoa que tem muito medo de fracassar pode ter um comportamento ansioso relacionado a esse medo. Ao longo do dia, a ideia do fracasso pode aparecer de diferentes formas. O que normalmente fazemos é empurrar esse pensamento para o lado e tentar fingir que ele não está ali. No entanto, encarar os seus medos pode ser mais eficiente. Uma dica é anotar num pedacinho de papel aquilo que mais te apavora, por exemplo “medo de fracassar” e deixar em um lugar visível. Por incrível que pareça, fitar o problema pode ser menos angustiante que evitá-lo.

5. Procure ajuda profissional

Sempre falamos sobre isso, mas nunca é demais reforçar. A ajuda de alguém capacitado é a melhor maneira de lidar com situações muito difíceis. Todas essas dicas são mais eficientes se você estiver em acompanhamento com um/a psicólogo/a. Você não precisa (nem deve) tentar resolver seus problemas sozinho/a!

Fonte: 

PRAGMATISMO POLÍTICO. Sofre com ansiedade? Confira 10 dicas recomendadas por terapeutas. 13/07/2018. Disponível em: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/07/sofre-com-ansiedade-dicas-terapeutas.html (acesso em 30/08/2019).

Psicólogo ou psiquiatra: quem eu devo procurar?

Psicologia ou Psiquiatria?

Muitas pessoas se confundem quando falamos sobre os profissionais que atuam na saúde mental. Quase sempre, a recomendação é de que se procure um/a psiquiatra e/ou psicólogo/a, porque esses especialistas são capazes de diagnosticar diferentes problemas e, se necessário, indicar outros tratamentos necessários. 

Primeiramente, é preciso entender a diferença entre os dois tipos de profissional. A Psicologia é uma ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais. Mais que isso, os/as psicólogos/as se interessam pelo que motiva o comportamento humano: o que o sustenta, o que o finaliza e seus processos mentais, que passam pela sensação, emoção, percepção, aprendizagem e inteligência. Para atuar na área, é necessário ter cursado graduação em Psicologia e os campos de atuação são bem diversos, vão desde escolas até a terapia clínica. 

A Psiquiatria, por sua vez, é uma especialidade da Medicina, voltada para as condições fisiológicas da nossa mente. Isso significa que todo psiquiatra é um médico, com formação mais ampla sobre o corpo humano e suas diferentes condições de saúde. Dessa forma, podemos pensar o/a psiquiatra como um médico de outras áreas. Seu foco serão as doenças e transtornos mentais. Na maior parte das vezes, o tratamento psiquiátrico é feito com a utilização de medicamentos que só podem ser prescritos por um médico. 

Qual profissional pode me ajudar?

Algumas situações mais cotidianas nos ajudam a entender essas diferenças na prática. Uma pessoa que sofre com a depressão, por exemplo, principalmente nos casos mais graves, pode precisar fazer uso de antidepressivo, que deve ser receitado por um médico. Contudo, o mais indicado nesses casos é a combinação do medicamento, que se destinará à redução dos sintomas, com a psicoterapia, que auxiliará com as possíveis causas da depressão. 

Alguém que está insatisfeito com o trabalho ou com um relacionamento não precisa de medicação e pode se beneficiar com a psicoterapia sem necessitar de medicação. No tratamento, caso seja necessário, o/a psicólogo/a poderá encaminhar o paciente ao psiquiatra se perceber que algum sintoma, como insônia, falta de apetite ou ansiedade, por exemplo, que exigem o uso de medicamentos. 

Em resumo, ambas as áreas são capacitadas para lidar com doenças e transtornos mentais, mas têm abordagens diferentes. Na dúvida, vale a pena conversar com um desses profissionais para descobrir qual o caminho mais adequado para a sua situação específica. 

Fontes:

https://saude.ig.com.br/minhasaude/psicologo-psicanalista-ou-psiquiatra/n1237861366532.html

https://www.terra.com.br/noticias/educacao/psicologo-psicanalista-ou-psiquiatra-conheca-as-diferencas,6b4947accc5ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

Terapia Psicológica: para que serve? Quando é indicada?

Terapia Psicológica

Muitas pessoas se perguntam sobre a utilidade da psicoterapia. Afinal, há ainda muito preconceito e desinformação em torno desse tipo de tratamento. 

Para que você conheça mais sobre o funcionamento da terapia psicológica, hoje falaremos um pouquinho sobre os objetivos do tratamento e quando ele é indicado, lembrando que qualquer dúvida específica pode ser esclarecidas por DM ou nos comentários!

Objetivos da psicoterapia

Antes de mais nada, é preciso destacar que a maior parte das pessoas pode se beneficiar com a terapia psicológica, porque todos nós temos questões que podem ser melhor elaboradas e compreendidas. Ou seja, terapia não é “coisa de maluco” nem apenas para quem está em profundo sofrimento. 

Assim, podemos dizer que o principal objetivo da terapia psicológica é o autoconhecimento. Por meio desse processo, o paciente se torna capaz de entender melhor a conexão entre seus pensamentos, suas emoções e suas ações. Além disso, a ajuda de um psicólogo pode contribuir significativamente para sua qualidade de vida. 

Por tudo isso, é fundamental ter em mente que procurar um/a psicólogo/a não é errado, nem significa que você está doente. 

Quando a terapia é mais indicada? 

Ainda que todas as pessoas possam se beneficiar com a psicoterapia, existem situações em que o tratamento é fundamental. Veja alguns motivos para procurar a ajuda de um/a profissional:

  1. Luto ou perdas importantes (como separação, ou demissão de um emprego de longa data);
  2. dificuldades de relacionamento em diferentes esferas da vida, seja com a família, amigos/as ou cônjuges;
  3. Depressão;
  4. Estresse;
  5. Insegurança;
  6. Fobias (medos extremos e debilitantes)
  7. Pânico (ansiedade extrema e crises com sintomas físico);
  8. Oscilações de humor rápidas e/ou frequentes;
  9. Transtornos perceptíveis relacionados a diferentes comportamentos; 
  10. Problemas sexuais;
  11. Doenças psicossomáticas, ou seja, causadas por motivações psicológicas; 
  12. Dificuldade de aprendizagem (sobretudo em crianças e adolescentes)
  13. Inabilidade para lidar com mudanças; 
  14. Quando pessoas próximas relatam preocupação. 

Vale ainda salientar que a psicoterapia é um tratamento longo, que requer envolvimento de ambas as partes, abertura e empenho. Não se trata de uma solução mágica para os seus problemas e o/a psicólogo/a não terá respostas rápidas para as suas questões. 

Fontes:

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/por-que-procurar-um-psicologo/19562
https://rsaude.com.br/videos/materia/psicoterapia-o-que-e-e-para-que-serve/13272

TOC: tire suas dúvidas sobre o transtorno obsessivo compulsivo

Transtorno Obsessivo Compulsivo

O Transtorno Obsessivo Compulsivo, popularmente conhecido pela sigla TOC, é bastante conhecido por grande parte das pessoas, mas existe muita desinformação em torno da doença. 

Geralmente, o TOC é associado a comportamentos obsessivos, como trancar a porta de casa um determinado número de vezes antes de sair, lavar as mãos repetidamente ou nunca pisar na linha da calçada, por exemplo. 

O filme Melhor é impossível, estrelado por Jack Nicholson, mostra o transtorno com uma dose de humor, mas, na realidade, essas repetições podem trazer muita dificuldade para o cotidiano de quem sofre com o TOC. Por isso, é importante diferenciar comportamentos comuns do transtorno obsessivo compulsivo. 

Primeiramente, é importante ressaltar que a ansiedade está diretamente relacionada ao TOC. Assim, os comportamentos repetitivos aparecem com uma espécie de solução para situações de ansiedade extrema. Em muitos casos, a pessoa que sofre com o transtorno acredita que algo muito grave irá acontecer se ela não seguir o ritual/comportamento repetitivo. 

Eu tenho TOC?

Para que você entenda melhor, veja alguns padrões de comportamento que sinalizam o TOC: 

Limpeza/higiene: a pessoa estabelece um grande pânico em relação à sujeira e possibilidades de contaminação; pode levar à necessidade de limpeza constante da casa ou do próprio corpo. 

Contagem: esses comportamentos estão ligados a números, como a contagem de azulejos no banheiro ou a soma de placas de carro na rua. 

Checagem: necessidade de conferência de trancas, portas, alarmes, válvula de gás, torneiras e tomadas. 

Organização: o/a paciente manifesta um comportamento excessivamente organizado (pode ser em um ou mais setores da vida); alinhar, separar, etiquetar são alguns hábitos característicos de alguns casos de TOC.

Simetria: próximo à organização, a obsessão por simetria pode se manifestar no incômodo com objetos tortos, com um quadro fora do nível, ou a imagem que ilustra este texto.  

Contudo, não significa que ter um ou mais comportamentos acima não é o suficiente para o diagnóstico de TOC. O mais importante é observar se essas manifestações são frequentes e, principalmente, se elas trazem prejuízo à vida da pessoa. 

Vamos supor que você tenha o hábito de pendurar as roupas no varal em degradê de cores. Esse comportamento não necessariamente significa que você tem o transtorno obsessivo compulsivo. No entanto, caso você se sinta profundamente angustiado/a quando outras pessoas não seguem o mesmo ritual ou tenha a impressão de que algo muito grave irá acontecer caso você não o faça, pode ser um sinal de que é preciso procurar ajuda. 

Quando procurar tratamento? 

Como dissemos, o principal agravante para os comportamentos obsessivo-compulsivos é o prejuízo observável no cotidiano. Dessa forma, vale apenas notar: 

  1. se o tempo gasto com os rituais é muito grande ou se atrapalha outras funções do dia-a-dia; 
  2. se outras pessoas são diretamente afetadas pelos rituais ou os hábitos interferem nas suas relações interpessoais; 
  3. se o grau de incômodo ou irritação com a sujeira, desorganização ou não conferência é exagerado. 

Nesses casos, é importante recorrer a um/a psicólogo/a ou psiquiatra para que seja feito o diagnóstico e tratamento. Vale ressaltar que nem sempre é preciso fazer uso de medicação para tratar o TOC. Tudo vai depender do seu quadro clínico e um/a bom/boa profissional irá indicar as melhores opções de tratamento.  

Fontes: 

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-obsessivo-compulsivo-toc/
https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/toc-nao-e-brincadeira-entenda-como-funciona-o-transtorno/

Adoecimento psíquico em pós-graduandos/as

Depressão e ansiedade em estudantes

Uma pessoa que entra para a pós-graduação procura investir na própria formação, ampliar seus conhecimentos sobre um determinado tema e a inserção no mercado de trabalho. Contudo, o que muitos/as pós-graduandos/as encontram é pressão, estresse e grande sofrimento. 

Os índices de adoecimento psíquico entre estudantes da pós-graduação é impressionante. Segundo dados de uma pesquisa publicado no ano passado, na revista Nature, os índices de depressão e ansiedade entre mestrandos e doutorandos é seis vezes maior que no restante da população. 

A pesquisa, que ouviu 2.279 estudantes em 26 países, constatou que mais de 40% dos/as entrevistados/as sofria com ansiedade ou depressão. O estudo revelou ainda que as mulheres sofrem mais com essas doenças que os homens e a situação é ainda mais grave entre pessoas transgênero: 57% sofre com depressão e 55% com ansiedade (EVANS et al, 2018). 

Vários fatores podem contribuir para esse quadro, mas a organização do mundo acadêmico, pautada pelas relações de poder, alta produtividade e apoio reduzido aos/às estudantes é uma das principais explicações. Por isso, é muito importante que haja uma mudança na cultura acadêmica. 

Para quem está na pós-graduação, a dica é lembrar que todo esse sofrimento não é normal. Por mais frequente que seja o estresse, a ansiedade e a depressão, não podemos ignorar esses sinais. Converse com seus/suas colegas, veja quais são as possíveis soluções estruturais que podem ser adotadas em seu curso e não deixe de procurar apoio psicológico caso seja necessário!

Fonte: 

Evans, T. M., Bira, L., Gastelum, J. B., Weiss, L. T., & Vanderford, N. L. (2018). Evidence for a mental health crisis in graduate education. Nature Biotechnology, 36(3), 282–284.doi:10.1038/nbt.4089.

Burnout: entenda a síndrome do esgotamento profissional

Trabalho Excessivo

Se você correr uma maratona, certamente seu corpo sentirá os efeitos físicos de tanto esforço: dor, cansaço, sede, tremores, dentre outros sinais. O que muita gente ignora, no entanto, é o esforço mental também acarreta sintomas físicos muito semelhantes e que merecem nossa atenção. 

Hoje, vamos falar um pouquinho sobre a Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional. Segundo o site do Ministério da Saúde: 

A Síndrome de Burnout é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade, especialmente nas áreas de educação e saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE).

Desse modo, profissionais que estão constantemente submetidos a situações de pressão, como policiais, professores e médicos costumam ser as principais vítimas da síndrome. Também é comum que estudantes sofram com os sintomas do burnout, sobretudo aqueles que vão se submeter a grandes testes, como o ENEM e o vestibular. 

Sintomas da Síndrome do Esgotamento Profissional:

Uma pessoa que sofra de exaustão e esgotamento pode apresentar diferentes sintomas. Alguns deles são:

  • Cansaço
  • Dificuldade para dormir
  • Dores musculares
  • Dores de cabeça
  • Dores de estômago
  • Problemas de concentração
  • Taquicardia
  • Pressão alta
  • Mudanças no apetite
  • Pensamentos negativos e derrotistas
  • Insegurança
  • Oscilações no humor
  • Tristeza

Tratamento do Burnout

Você pode notar que a Síndrome tem sintomas semelhantes ao de outras doenças, como a ansiedade. Isso porque, em casos extremos, a Síndrome de Burnout pode levar a um quadro de ansiedade e depressão profunda. Por essa razão, é fundamental contar com a ajuda de profissionais. O tratamento é pautado na psicoterapia e, quando necessário, em medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos. O mais importante é saber que esses sintomas não são normais. Converse com seus familiares e procure ajuda!

Fontes:

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Síndrome de Burnout: causas, sintomas, tratamentos, diagnóstico e prevenção. Disponível em: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/saude-mental/sindrome-de-burnout (acesso em 13/07/2019).

Crise de pânico: o que é, sintomas e tratamento

Tudo sobre a síndrome do pânico

Recentemente, falamos aqui no blog sobre o comportamento ansioso e suas consequências para o nosso bem-estar. De um modo geral, é possível dizer que a ansiedade é uma das estratégias mais complexas da mente humana. Muitas vezes, as tentativas de controlá-la fazem com os sintomas se tornem mais graves. Assim, as crises podem parecer cada vez piores, acarretando crises de pânico. 

Diferença entre ansiedade e crise de pânico

Conforme o que foi dito, precisamos tentar diferenciar uma crise de pânico da ansiedade. Para começar, a crise de pânico é um dos aspectos do comportamento ansioso. Ou seja, as crises derivam da ansiedade, mas nem toda pessoa ansiosa vai ter uma ou mais crises de pânico.  

Efetivamente, a crise de pânico é uma manifestação física dos sintomas da ansiedade. De acordo com Quirino Cordeiro, Coordenador-Geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde: 

“Em geral, essas crises de ansiedade não têm um fator que a deflagra. A pessoa pode estar em um ambiente calmo, tranquilo e mesmo assim apresentar uma grave crise de pânico. Durante uma crise um indivíduo pode ter sintomas como taquicardia, dificuldade para respirar e tremores, que são os sintomas físicos. Mas também existem sintomas psíquicos, como sensação de morte eminente, uma angústia muito grande e muito medo” (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018). 

Desse modo, as crises nem sempre irão ser causadas por um evento específico e os sintomas podem variar caso a caso. 

Sintomas das crises de pânico

Alguns dos principais sintomas da crise de pânico são: 

  • Taquicardia
  • Palpitação
  • Tremores
  • Calafrios
  • Dificuldade para respirar
  • Dor no peito
  • Formigamentos pelo corpo
  • Tontura
  • Sensação de morte eminente

A junção de quatro ou mais desses sintomas podem configurar um episódio de crise de pânico. Eles podem aparecer uma vez na vida e não voltarem mais. Contudo, quando se tornam frequentes, as crises caracterizam a chamada síndrome do pânico

Pânico ou infarto? 

De acordo com os sintomas listados acima, fica evidente que as crises de pânico podem ser confundidas com outros Nesse caso, como um bom observador pode notar, os sintomas são muito parecidos com os de outros problemas, como o infarto, por exemplo. Por isso, é muito comum que a pessoa durante a crise acredite que está morrendo e que precisa de ajuda. 

Quando isso acontece, é fundamental verificar se, de fato, não há um outro problema mais sério ocorrendo. Como os sintomas são muito semelhantes, é preciso destacar a possibilidade de infarto, derrame ou outra doença de maior gravidade imediata para, então tratar a ansiedade e a síndrome do pânico. 

Síndrome do pânico tem tratamento

Se você já manifestou os sintomas de uma crise de pânico em duas ou mais situações, o aconselhável é procurar a ajuda de um profissional da saúde mental. Somente o especialista poderá averiguar com cautela o quadro do paciente e sugerir um tratamento adequado às necessidades daquele indivíduo. A ansiedade não tem cura, mas é possível conviver com ela de um modo mais saudável!

Fontes: 

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Como identificar uma crise de pânico.  Blog da Saúde, 09/10/2018. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/53562-como-identificar-um-ataque-de-panico (acesso em 29/06/2019). 

BRUNA, Maria Helena Varella. Síndrome do pânico. Blog Drauzio Verella. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-do-panico-2/ (acesso em 29/06/2019). 

Ansiedade: quando ela se torna um transtorno?

Ansiedade

Qualquer pessoa já se sentiu ansiosa em algum momento da vida: antes de uma entrevista de emprego, às vésperas de uma grande viagem ou antes de ter uma conversa importante com alguém, para mencionarmos alguns exemplos.

A princípio, o sentimento de ansiedade é absolutamente normal e, mais do que isso, tem um papel importante na preparação para situações de risco. No entanto, a ansiedade pode ser entendida como um transtorno quando ela se torna frequente ou desproporcional em relação às situações cotidianas a serem enfrentadas.

De acordo com especialistas, a ansiedade pode ser definida como um

“estado de humor desagradável, apreensão negativa em relação ao futuro e inquietação desconfortável; inclui manifestações somáticas (cefaleia, dispneia, taquicardia, tremores, vertigem, sudorese, parestesias, náuseas, diarreia etc.) e psíquicas (inquietação interna, insegurança, insônia, irritabilidade, desconforto mental, dificuldade para se concentrar etc.)” (SILVA FILHO; SILVA, 2013, p. 31).

Dessa forma, quando a ansiedade passa a criar dificuldades diárias, bem como sintomas físicos, é muito importante procurar a ajuda de um especialista.

Dicas para controlar a ansiedade

Para controlar a ansiedade em situações específicas, algumas dicas simples podem ajudar bastante:

  1. conversar com um amigo ou familiar sobre a situação que está causando angústia;
  2. sair do ciclo de pensamentos negativos com atividades mais práticas, como lavar a louça ou arrumar uma gaveta;
  3. controlar a respiração, respirando de modo rápido e curto por 4 vezes e mais profundamente 1 vez (repetir essa sequência ao menos 4 vezes);
  4. posicionar uma mão na nuca e outra na testa por cerca de 5 minutos.

FONTES:

SANTA CATARINA.Transtorno de ansiedade generalizada: protocolo clínico. Disponível em: http://www.saude.sc.gov.br/index.php/documentos/atencao-basica/saude-mental/protocolos-da-raps/9217-ansiedade-generalizada/file (acesso em 20/06/2019).

SILVA FILHO, Orli Carvalho da; SILVA, Mariana Pereira da. Transtornos de ansiedade em adolescentes: considerações para pediatria e hebiatria. Adolesc. Saude, Rio de Janeiro, v. 10, supl. 3, p. 31-41, outubro 2013. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/8411/1/Transtornos%20de%20ansiedade.pdf (acesso em 20/06/2019).

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/12/ansiedade-que-foge-do-controle-nao-e-normal-e-deve-ser-investigada.html (acesso em 20/06/2019).

Codependência: conheças os sintomas e possibilidades de tratamento!

Hoje vamos falar um pouquinho sobre a dependência emocional, seus sintomas e principais possibilidades de tratamento.

É normal sentir ansiedade, ciúmes e medo de perder quando estamos nos relacionando com alguém? Será que aquele relacionamento um pouco conturbado já ultrapassou os limites? Como podemos identificar uma relação de codependência ou dependência emocional? Alguns sinais podem ajudar a reconhecer essa condição psicológica, lembrando sempre que todo diagnóstico deve ser feito por um profissional.

O primeiro passo é saber o que é a codependência, também conhecida como dependência emocional. Em termos bem gerais, trata-se de uma condição psicológica, comportamental ou emocional que se caracteriza, como o próprio nome indica, pela dependência excessiva de uma pessoa em relação a outra.

De fato, nenhum ser humano é uma ilha. Desde o nascimento, precisamos do contato com o outro para nos desenvolvermos e, claro, termos uma vida feliz. Assim, segundo o antropólogo Tzevetan Todorov (2014):

“A partir do momento em que passam a viver em sociedade (e isto, em relação ao tempo histórico, quer dizer: sempre), os homens experimentam a necessidade de atrair para si o olhar dos outros (…). Portanto, o outro ocupa uma posição contígua e complementar à minha, e não mais comparável a ela; ele é necessário à minha própria completude” (p. 31).

Contudo, essa relação com o outro pode deixar de ser saudável quando a dependência se torna excessiva. Nesses casos, o sentimento é de que a nossa existência depende inteiramente do outro, muitas vezes a ponto de nos anularmos e abrirmos mão de nossas próprias vontades. Além disso, a necessidade de aprovação, bem como a de controlar o outro também são característicos da codependência e servem de alerta para quem está vivendo um relacionamento desse tipo.

Como identificar a codependência?

Para deixar mais claro, vamos listar os principais sintomas da dependência emocional. Segundo os especialistas Leilanir de Sousa Carvalho e Fauston Negreiros (2011), o indivíduo codependente apresentam características como:

  • Preocupação excessiva;
  • Instabilidade;
  • Impulsividade;
  • Medo;
  • Insegurança;
  • Dificuldade de expressar sentimentos;
  • Incerteza em relação ao futuro;
  • Medo de errar;
  • Culpa;
  • Justificativa para o insucesso;
  • Necessidade de ser útil acompanhada de sofrimento;
  • Competição e disputa pela razão
  • Oscilação entre afeto, raiva e frustração;
  • Baixa auto-estima;
  • Necessidade em querer mudar o outro e controlá-lo;
  • Ansiedade;
  • Vitimização;
  • Estresse;
  • Indignação;
  • Mágoa;
  • Falta de afeto;
  • Depressão;
  • Abatimento;
  • Mau humor;
  • Decepção;
  • Desespero.

A lista, como você pode notar, é bem extensa, mas não significa que todas as pessoas irão apresentar cada uma dessas características. A presença de várias delas durante um período mais longo pode indicar a necessidade de acompanhamento com um profissional da área de saúde mental para que seja feito o diagnóstico e a escolha do tratamento mais adequado.

Causas e tratamento da dependência emocional

Os casos de codependência podem ser muito diferentes entre si. Por isso, é difícil mencionar causas mais gerais para o problema. As experiências de cada indivíduo podem ser melhor analisadas durante o processo de terapia para que o autoconhecimento possa auxiliar na ruptura com o comportamento nocivo.

Outro detalhe importante é que a codependência pode estar relacionada com outros problemas, tais como estresse, ansiedade e depressão. Dessa forma, o tratamento global, levando em consideração todo o quadro do paciente é o melhor caminho para quem quer viver melhor.

Fontes:

TODOROV, Tzevetan. A vida em comum: ensaio de antropologia geral. São Paulo: Editora Unesp, 2014. CARVALHO, Leilanir de Sousa; NEGREIROS, Fauston. A co-dependência na perspectiva de quem sofre. Bol. psicol,  São Paulo , v. 61, n. 135, p. 139-148, jul. 2011 . Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0006-59432011000200002&lng=pt&nrm=iso> (acesso em  24 de maio 2019).

Fonte da imagem: Photo by Henri Pham on Unsplash