Culpa: é preciso aprender a lidar com esse sentimento

Sentimento de Culpa

Como é a sua relação com a culpa? Ela pesa em sua vida? Pois saiba que esse é um sentimento muito comum. A culpa é um dos temas mais estudados por pesquisadores interessados na mente humana, incluindo Sigmund Freud, que se debruçou sobre os vários efeitos do sentimento no comportamento das pessoas e na civilização como um todo. 

É difícil definir a culpa, ainda que todos já tenhamos sentido seu peso em algum momento da vida. De acordo com o Dicionário Priberam, a culpa tem diferentes definições: 

1. Falta voluntária contra o dever; omissão; desleixo.

2. Causa (de mal ou dano).

3. Imputação.

4. Delito; crime; pecado.

Assim, podemos concluir que o sentimento de culpa tem relação com a ideia de erro, algo que mexe com nossos valores e princípios. Ela pode ser causada por coisas simples, como comer uma fatia de torta, ou por ações mais graves como enganar ou roubar. Dessa forma, a culpa serve como um freio moral para o que fazemos, mas também pode trazer prejuízos para a nossa vida. 

Um cuidado importante é com o excesso de culpa em relação a escolhas feitas no passado. Em muitas situações, temos a tendência de avaliar o que já aconteceu a partir do que sabemos hoje. No entanto, é necessário refletir sobre o que já aconteceu levando em consideração o contexto e as condições específicas daquele momento. Dito de outro modo, é preciso seguir em frente e relevar os erros que, no passado, pareciam a melhor decisão. 

Quando a culpa está relacionada a outras pessoas, é fundamental expressar o sentimento e buscar soluções para o que o causou. Pedir desculpas é um bom ponto de partida. Também é importante escutar o outro lado, pois podemos exagerar e construir cenários mentais mais sérios do que a realidade. 

De um modo geral, a regra é simples: quando a culpa se torna excessiva, ela deve ser observada e tratada. Se você sente uma culpa paralisadora, vale a pena procurar ajuda de um/a profissional. No entanto, sentir um pouco de culpa faz parte da vida, acontece a todas as pessoas e pode ter um papel importante na formação do indivíduo. 

Referências:

PRIBERAM. “Culpa”. Disponível em: https://dicionario.priberam.org/culpa (acesso em 17/11/2019).

GREGOIRE, Carolyn. Culpa: saiba mais sobre este sentimento que está te colocando para baixo. Huffpost, 15/04/2014. Disponível em: https://www.huffpostbrasil.com/2014/04/15/culpa-saiba-mais-sobre-este-sentimento-que-esta-te-colocando-pa_a_21668194/ (acesso em 17/11/2019).

Cansaço: por que nos sentimos cada vez mais exaustos/as?

Cansaço

Você costuma se sentir cansado/a? Mesmo depois de uma noite de sono a sensação é de que não foi o suficiente? Ao final do domingo você tem a impressão de que precisava de mais um diazinho de descanso? Pois sabe que esse sentimento é muito comum. O cansaço é uma das grandes características da nossa sociedade e pode trazer problemas sério para a saúde e para o bem estar. 

Uma pesquisa feita em 2013 pelo Ibope constatou que 98% dos/as brasileiros/as entrevistados sentem algum tipo de cansaço, seja ele físico ou mental. Entre os mais jovens, com idade entre 20 e 29 anos o resultado foi ainda maior: 99%. Os principais motivos apontados pelas pessoas ouvidas na pesquisa foram o estresse e o cotidiano muito corrido. Outros fatores como problemas pessoais, no trabalho ou de saúde, bem como má alimentação, sedentarismo e acomodação também foram citados na pesquisa (GAÚCHA, 2013). 

Muitos estudos apontam para um esgotamento físico e mental das pessoas, motivado pela vida moderna. Vivemos em uma sociedade muito pautada pela ideia de produtividade, o que requer tempo e um alto investimento emocional. Por isso, as pessoas se sentem cada vez mais fatigadas, mesmo que as atividades do cotidiano pareçam “leves”. 

Apesar de ser comum, o cansaço não deve ser tratado como um problema menor. Na verdade, ele é um sinal importante dado pelo corpo e, quando não observado, levar a doenças mais sérias. O primeiro ponto é descobrir os motivos para a sensação de fadiga. Além dos motivos anteriormente mencionados, ela também pode estar relacionada com distúrbios e doenças que devem ser investigados por um médico. 

Algumas dicas podem ajudar a driblar o cansaço, mas uma mudança nos hábitos é fundamental: 

  • O trabalho é uma parte importante da vida, mas não deve ser a única. Não vale a pena trabalhar em excesso em prejuízo da sua saúde e bem-estar; 
  • Precisamos ter momentos de prazer, descontração e contentamento. Lembre-se de ouvir música, ver uma série, sair com amigos/as ou fazer qualquer atividade prazerosa com frequência; 
  • Procure ter uma noite de sono tranquila e de qualidade. Vale a pena conferir se o travesseiro e o colchão estão contribuindo para que você possa dormir o tempo necessário todas as noites; 
  • Exercícios físicos e uma boa alimentação também são fundamentais para garantir uma vida com menos cansaço. Não deixe que a correria do dia-a-dia atrapalhe seus hábitos diários. 

Referências: 

KAPPLER, Maija. Por que estou sempre tão cansado? Huffpost, 17/09/2019. Disponível em: https://www.huffpostbrasil.com/entry/por-que-sinto-sono_br_5d81368fe4b03b5fc88b08ea?ncid=other_huffpostre_pqylmel2bk8&utm_campaign=related_articles (acesso em 10/11/2019).
GAÚCHA. 98% dos brasileiros se sentem cansados mental e fisicamente, aponta estudo, 28/11/2103. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2013/11/98-dos-brasileiros-se-sentem-cansados-mental-e-fisicamente-aponta-estudo-4348520.html (acesso em 10/11/2019).

Mas, afinal, o que é empoderamento?

Empowerment

Você já notou como algumas palavras se tornam moda e acabam sendo faladas por todo mundo, mesmo que não saibamos exatamente o que elas significam? Nos últimos anos, isso aconteceu com o termo “empoderamento”. Com certeza você já ouviu a palavra, mas o que ela quer dizer? 

Inicialmente, podemos partir da origem da palavra, que vem do inglês empowerment. A expressão é recente e sua tradução para o português é atribuída ao pedagogo Paulo Freire. Como a própria palavra indica, ela diz respeito às relações de poder e, sobretudo, à possibilidade de que indivíduos e/ou grupos minoritários possam criar ferramentas de luta e resistência. 

Significado da palavra empoderamento

A definição mais abrangente pode ser entendida da seguinte maneira:

[…] o termo conceitua o ato ou efeito de promover conscientização e tomada de poder de influência de uma pessoa ou grupo social, geralmente para realizar mudanças de ordem social, política, econômica e cultural no contexto que lhe afeta (FREITAS, 2016).

Assim, o empoderamento tem direta relação com o conceito de emancipação. O termo pode ser usado tanto para indivíduos quanto para grupos. Do ponto de vista mais individual, o empoderamento diz respeito à capacidade que as pessoas têm de decidir e agir para uma melhoria na própria vida (BAQUERO, 2012). 

Um bom exemplo é a mulher que depois de muitos anos em uma relação de dependência em um casamento infeliz consegue sair da situação desfavorável, estudar, trabalhar, fazer as próprias escolhas e tomar as rédeas da própria vida. 

Para alguns estudiosos do tema, há um problema na banalização do termo empoderamento, porque ele se torna vazio e passa a significar qualquer coisa. No entanto, os sentidos político, social e psicológico dessa expressão são muito importantes. 

Vale a pena refletir sobre o empoderamento de forma mais profunda, sem abandonar o aspecto transformador da palavra, que exige autoconhecimento e ação. Empoderar-se é, antes de mais nada, um processo de transformação de si e da realidade que nos rodeia. Invista no seu próprio poder!

Referências:

BAQUERO, Rute Vivian Angelo. Revista Debates, Porto Alegre, v. 6, n. 1, p.173-187, jan.-abr. 2012. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/debates/article/viewFile/26722/17099 (acesso em 30/1/2019). 

FREITAS, Ana. A origem do conceito de empoderamento, a palavra da vez. Nexo Jornal, 06/10/2016. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/10/06/A-origem-do-conceito-de-empoderamento-a-palavra-da-vez (acesso em 30/10/2019). 

Atendimento psicológico gratuito ou de baixo custo

Atendimento terapêutico

Existe uma ideia bastante comum entre as pessoas de que o tratamento psicológico é caro, coisa de rico. No entanto, essa noção não é verdadeira. Dependendo da modalidade do tratamento e do/a profissional escolhido, os custos podem ser sim elevados, mas existem diversas formas de conseguir tratamento psicológico de baixo custo ou mesmo gratuito em todo o Brasil. 

Existe atendimento psicológico pelo SUS?

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um amplo atendimento voltado para a saúde mental por meio dos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Além de psicólogos/as, essas unidades contam com outros profissionais como psiquiatras, enfermeiros/as e assistentes sociais, especializados no atendimento de diferentes tipos de pessoas. 

Além do tratamento voltado para um público mais amplo, os CAPS também podem ser especializados no atendimento de crianças e adolescentes (CAPSi) e de dependentes de álcool e outros drogas (CAPS AD). O ideal é verificar se tem uma unidade do CAPS em sua cidade. Caso não haja, outra opção é procurar o Centro de Saúde mais próximo para se informar sobre o atendimento pelo SUS. Desde 2011, uma portaria do Ministério da Saúde garante o atendimento a todos/as os/as cidadãos/ãs.

Clínicas-escola nas Universidades

As Universidades, públicas e particulares, costumam oferecer atendimento psicológico gratuito ou de baixo custo por meio das clínicas-escola. Essa é uma forma de preparar os/as alunos/as das faculdades de psicologia para o mercado de trabalho. O atendimento, feito por estudantes, é acompanhado pelos/as professores/as da Universidade, o que garante a qualidade do atendimento. 

A dica é procurar uma Universidade próxima para saber mais sobre o atendimento. Nem sempre há vagas imediatas, mas é possível se cadastrar ou entrar para um fila de espera. As clínicas-escola também podem oferecer atendimento emergencial ou encaminhar o solicitante para profissionais que disponibilizam o serviço com preços mais baixos. 

Ainda com relação aos custos da psicoterapia, sempre é possível negociar o valor da consulta com o/a profissional nas primeiras sessões. Os/as psicólogos/as são abertos a reduzir o valor dependendo da necessidade e condição específica de cada paciente. Por isso, o mais importante é dar o primeiro passo e procurar ajuda!

Referências:

GALILEU. Saiba onde encontrar serviços gratuitos que oferecem terapia. 29/10/2018. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2018/10/saiba-onde-encontrar-servicos-gratuitos-que-oferecem-terapia.html (acesso em 22/10/2019). 

JANIRO, Ane Caroline. Atendimento Psicológico Gratuito – Onde buscar?. Psicologia Acessível, 17/09/2015. Disponível: https://psicologiaacessivel.net/2015/09/17/atendimento-psicologico-gratuito-onde-buscar/ (acesso em 22/10/2019). 

Fobia social: o que é? Quais são os sintomas?

Fobia Social

Como você se sente em situações sociais? É complicado interagir com pessoas? De um modo geral, todos os seres humanos sentem ansiedade social em situações de maior exposição, como na hora de conversar com o chefe ou fazer uma fala pública. No entanto, algumas pessoas podem sofrer com interações simples, como conversar com um taxista ou ligar para a recepção de um hospital. Nesses casos, pequenas atividades do dia-a-dia podem se tornar bastante difíceis, levando a pessoa, em alguns casos, a evitar ao máximo qualquer contato com outros seres humanos. 

O que é a fobia social?

Esses episódios mais severos de dificuldade de interação social configuram a chamada “fobia social’. O diagnóstico é complexo, quase sempre levando em consideração o impacto que o problema acarreta na vida do indivíduo. Quando há prejuízo funcional, ou seja, quando a pessoa deixa de realizar atividades cotidianas por causa da fobia, o tratamento deve ser iniciado. Outro indício de que a fobia social requer atenção é o sofrimento causado pela interação com outras pessoas. 

Há uma diferença tênue entre timidez e fobia social. Qualquer pessoa pode ser tímida em situações específicas, mas isso não significa que ela tenha dificuldades para lidar com situações sociais de um modo geral. No entanto, quando uma pessoa tímida sofre excessivamente após um episódio de interação, como uma festa, esse pode ser um indício da fobia. 

Tratamento da fobia social

Outro ponto muito importante sobre a fobia social é que o tratamento é mais eficiente quando iniciado precocemente. É comum que as crianças manifestem os sintomas da fobia logo nos primeiros anos de vida, quando se inicia o contato com outras da mesma idade. Os pais que observam a dificuldade de interação podem procurar um/a psicólogo/a para iniciar o tratamento com bons resultados. Depois da idade adulta, pode ser mais difícil mudar comportamentos. 

Sobre o tratamento, as pessoas que sofrem com a fobia devem procurar atendimento especializado. O ideal é uma abordagem multidisciplinar, com profissionais de diversas áreas, porque a fobia social é uma doença complexa, causada por múltiplos fatores. Nem sempre é necessário o uso de medicamentos, mas somente um especialista pode indicar o tratamento para cada paciente. 

Referência:

BERNICK, Márcio. Fobia Social. Entrevista concedida a Drauzio Varella. Portal Drauzio Varella, 30 de janeiro de 2012. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/fobia-social-entrevista/ (acesso em 14/10/2019).

Existem pessoas tóxicas?

Pessoas Tóxicas

A palavra “tóxico” vem sendo usada com bastante frequência para adjetivar pessoas ou ambientes. Quando dizemos que alguém é tóxico, estamos nos referindo a comportamentos que essa pessoa adota e que são aparentemente nocivas para nós mesmos ou para os outros. Mas será que realmente existem pessoas tóxicas? 

O primeiro ponto importante para abordar esse assunto é o maniqueísmo, ou seja, aquela divisão comum das coisas em boas ou ruins. Em uma análise mais aprofundada sobre os seres humanos, podemos notar que ninguém é totalmente bom ou mau. Essas características sempre vão depender do contexto, do momento da vida, das experiências de cada indivíduo, dentre outros fatores. Assim, fica difícil dizer que alguém é tóxico todo o tempo ou com qualquer pessoa. 

Somos seres complexos

Outro aspecto que costuma ser ignorado é que as relações envolvem duas ou mais pessoas. Quando apontamos os erros do outro, muitas vezes acabamos por não ver os nossos próprios equívocos. O mais comum é que todos/as nós tenhamos agido de maneira tóxica com alguém em algum momento. Essa auto reflexão é fundamental para romper com esses comportamentos ou, quem sabe, lidar melhor com eles. 

Na verdade, quando o assunto é o comportamento humano, não existem respostas simples, muito menos categorias fixas. O mesmo vale para as relações que estabelecemos ao longo da vida. Por isso, é muito reducionista dizer que uma pessoa é tóxica, ainda que valha a pena evitar relações em que as trocas não são positivas. 

Como lidar com os comportamentos tóxicos? 

Quando você observa que está numa relação em que o outro adota comportamentos nocivos, é muito importante estabelecer limites, expor o incômodo de maneira clara e, se for o caso, se afastar da pessoa ou da situação específica. No entanto, essa atitude pode ser difícil conforme o grau de proximidade e envolvimento, exigindo tempo e, muitas vezes, ajuda. 

Em nós mesmos, o comportamento tóxico deve ser alvo de reflexão e mudança. Ao notar que seu modo de relacionar com amigos, família, colegas de trabalho e/ou parceiros amorosos é prejudicial, é aconselhável que se busque conhecer as causas desse comportamento. Nunca é demais lembrar que um/a psicólogo/a pode ajudar bastante nesse processo!

Referências:

A MENTE É MARAVILHOSA. Não existem pessoas tóxicas, existem comportamentos tóxicos. Disponível em: https://amenteemaravilhosa.com.br/existem-comportamentos-toxicos (acesso em 29/09/2019).

Depressão: como identificar os sintomas?

Depressão

Muitas vezes ouvimos falar sobre depressão, mas não sabemos muito bem como identificar essa doença. Depressão é sinônimo de tristeza? Posso ter uma vida boa e mesmo assim me sentir deprimido/a? Ando desanimado/a, será que eu tenho depressão? Essas são algumas perguntas que podem surgir. Por isso, estamos aproveitando o Setembro Amarelo para falar um pouco mais sobre os sintomas da depressão. 

Os sintomas da depressão

Quem sofre com o transtorno manifesta:

sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimento de culpa. Acreditam que perderam, de forma irreversível, a capacidade de sentir prazer ou alegria. Tudo parece vazio, o mundo é visto sem cores, sem matizes de alegria. Muitos se mostram mais apáticos do que tristes, referindo “sentimento de falta de sentimento”. Julgam-se um peso para os familiares e amigos, invocam a morte como forma de alívio para si e familiares. Fazem avaliação negativa acerca de si mesmo, do mundo e do futuro Percebem as dificuldades como intransponíveis, tendo o desejo de por fim a um estado penoso (MINISTÉRIO DA SAÚDE). 

Além da tristeza e da apatia, a depressão também pode trazer outros sinais, como: 

  • falta de energia
  • sensação de cansaço
  • pensamento lento
  • perda ou aumento do apetite
  • perda da libido
  • sonolência
  • dores
  • mal estar
  • problemas de digestão
  • taquicardia
  • sudorese

Você deve ter notado que os sinais da depressão não são apenas psicológicos ou mentais. Em muitos casos, a doença pode se manifestar de forma física, sendo confundida com outros males. Por isso, o diagnóstico correto é muito importante. 

Estou com alguns desses sintomas. E agora?

Se você se identificou com o quadro descrito acima ou conhece alguém que sofre com esses sintomas, a dica é procurar ajuda profissional. Pode parecer vergonhoso no começo, mas nenhum especialista poderá te julgar por sofrer com a depressão. Converse com um/a psicólogo/a ou médico/a para conhecer as possibilidades de tratamento. A depressão não precisa te acompanhar para sempre!

Fontes:

OPAS/OMS. Folha informativa – Depressão. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5635:folha-informativa-depressao&Itemid=1095 (acesso em 26/09/2019).

 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Depressão: causas, sintomas, tratamentos, diagnóstico e prevenção. Disponível em: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/depressao (acesso em 26/09/2019).


Algumas informações importantes sobre a depressão

Depressão

A depressão é vista atualmente como um dos problemas de saúde mais sérios mundialmente. No Brasil, estima-se que pouco mais de 15% da população sofrerá com a doença em algum momento da vida. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo cerca de 300 milhões de pessoas sofrem com esse transtorno. 

Aproveitando o Setembro Amarelo, é fundamental que se fale mais sobre a depressão. Afinal, nos casos mais sérios e sem o tratamento adequado, a depressão pode levar ao suicídio. Além disso, o estigma social sobre a doença colabora de forma significativa para que as pessoas não busquem auxílio profissional. 

O que é depressão?

De um modo geral, podemos dizer que:

A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades que normalmente são prazerosas, acompanhadas da incapacidade de realizar atividades diárias, durante pelo menos duas semanas (OPAS/OMS).

Assim, é diferente se sentir triste por uma situação específica, como a perda de um emprego ou o término de um relacionamento, e a depressão em si. Para que seja considerado como um caso de depressão, a pessoa precisa apresentar alguns sintomas específicos durante um período maior de tempo. Tristeza, apatia, perda de energia e até mesmo dores físicas podem indicar um caso de depressão.

O estigma da depressão

Há um grande estigma em torno da depressão, ainda que esse quadro esteja mudando nos últimos anos. Para muitas pessoas, a depressão é vista como frescura, ou mesmo como “coisa de maluco”. Por essa razão, metade das pessoas em todo o mundo que sofre com a depressão não procura a ajuda de especialistas. 

É sempre importante lembrar que qualquer pessoa pode sofrer com a depressão, independente da idade, gênero, renda ou nacionalidade. Todos/as nós estamos suscetíveis e devemos reconhecer a depressão como um transtorno para que as medidas de saúde necessárias sejam tomadas. 

O tratamento da depressão

A depressão tem tratamento, mas ele não é único, nem milagroso. O uso de medicamentos pode ser essencial para que a pessoa restabeleça sua rotina e consiga lidar melhor com os sintomas da doença. Contudo, outras medidas são importantes, como a psicoterapia, a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação. 

Na suspeita de um caso de depressão, um/a profissional da área de saúde deve ser acionado para que seja feito o diagnóstico. No SUS, vale a pena consultar o Centro de Saúde mais próximo ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

 Fontes: 

OPAS/OMS. Depressão: o que você precisa saber. Disponívem em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5372:depressao-o-que-voce-precisa-saber&Itemid=822 (acesso em 26/09/2019). 

OPAS/OMS. Folha informativa – Depressão. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5635:folha-informativa-depressao&Itemid=1095 (acesso em 26/09/2019). 

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Depressão: causas, sintomas, tratamentos, diagnóstico e prevenção. Disponível em: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/depressao (acesso em 26/09/2019).

Tentativas de suicídio: como ajudar uma pessoa próxima?

Ideação Suicida

Dando continuidade à nossa série de postagens sobre o Setembro Amarelo e a importância de se prevenir o suicídio, hoje falaremos um pouco mais sobre como agir quando temos uma pessoa próxima que afirma querer se matar. 

Primeiramente, vamos entender melhor o que é o suicídio. De acordo com especialistas no tema: 

“pode-se compreender o comportamento suicida como o ato carregado de intenção de causar dano a si mesmo, objetivando dar fim a própria vida, abarcando nestes comportamentos ideações e desejos suicidas, tentativas e ato consumado” (MILLER; PEREIRA; ZANON, 2017).

O principal fator de risco para o suicídio são as tentativas anteriores. Dito de outro modo, uma pessoa que já tentou interromper a própria vida anteriormente tem maior predisposição para novas tentativas. Além disso, doenças psíquicas podem contribuir para a ideação suicida.

Por isso, é muito importante que se observe com atenção e muito cuidado qualquer indício de que uma pessoa próxima está pensando em interromper a própria vida. Muitas vezes tendemos a minimizar as chamadas “ameaças”, mas quando alguém fala sobre suicídio, é muito possível que ela esteja cogitando seriamente essa opção. 

Recentemente, um caso polêmico envolvendo o youtuber Carlinhos Maia reacendeu essa discussão. Ele respondeu com um vídeo bastante agressivo a jovens que o procuravam para dizer que estavam pensando em se matar. De fato, uma resposta agressiva não é a mais indicada. Para ajudar uma pessoa nessa situação, é preciso muito cuidado e, principalmente, empatia. 

Assim, uma cartilha elaborada pela OMS, em 2000, dá algumas dicas sobre o que fazer e o que não fazer nesses casos. 

O que fazer: 

  • Ouvir, mostrar empatia, e ficar calmo;
  • Ser afetuoso e dar apoio;
  • Levar a situação a sério e verificar o grau de risco;
  • Questionar sobre tentativas anteriores;
  • Explorar outras saídas, além do suicídio;
  • Perguntar sobre o plano de suicídio;
  • Ganhar tempo;
  • Identificar outras formas de dar apoio emocional;
  • Remover os meios (armas, cordas, medicamentos e venenos), sempre que possível;
  • Procurar ajuda o quanto antes
  • Se o risco é grande, não deixar a pessoa sozinha. 

O que não fazer: 

  • Ignorar a situação;
  • Ficar chocado ou em pânico;
  • Dizer que tudo vai ficar bem;
  • Desafiar a pessoa a seguir em frente;
  • Fazer o problema parecer algo menor ou trivial;
  • Dar falsas garantias;
  • Jurar segredo;
  • Deixar a pessoa sozinha.

Lembrando sempre: uma pessoa com ideação suicida precisa da ajuda de uma equipe de saúde multidisciplinar. Procure saber se há um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) na sua cidade ou entre em contato com um/a médico/a ou psicólogo/a de confiança. Outra dica importante é que não basta dizer para a pessoa ir até o local do atendimento. Agendar a consulta, acompanhar a pessoa e, dependendo do nível de proximidade, procurar atendimentos especializados para amigos/as e familiares. 

Fontes:

MULLER, Sonia de Alcântara; PEREIRA, Gerson; ZANON, Regina Basso. Estratégias de prevenção e pósvenção do suicídio: Estudo com profissionais de um Centro de Atenção Psicossocial. Rev. Psicol. IMED,  Passo Fundo ,  v. 9, n. 2, p. 6-23, 2017.   Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-50272017000200002&lng=pt&nrm=iso (acesso em  10 set. 2019).  

OMS. Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da saúde em atenção primária. Departamento de Saúde Mental. Genebra, 2000. Disponível em: https://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_phc_port.pdf (acesso em 10 set. 2019). 

RIBEIRO, Maiara. Como ajudar uma pessoa que está pensando em suicídio? Blog Dráuzio Varella, 2018. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/reportagens/ajudar-uma-pessoa-que-esta-pensando-em-suicidio/ (acesso em 10 set. 2019).

Setembro amarelo: o mês da prevenção ao suicídio

Mês de prevenção ao suicídio

Para quem não conhece, a campanha Setembro Amarelo é feita no Brasil desde 2015. A ideia é tornar o mês de setembro num período de debate sobre o tema, chamando a atenção para a depressão e outros distúrbios associados ao grande número de suicídios que ocorrem no nosso país e no mundo. 

No Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa comete suicídio. Em nível mundial, cerca de 800 mil pessoas morrem em decorrência do suicídio todos os anos, segundo dados da OMS. Muitas dessas mortes podem ser evitadas com o devido cuidado, sobretudo com o auxílio de tratamento especializado. 

Em consonância com o Setembro Amarelo, faremos uma série de postagens sobre o tema, com o objetivo de levar informações qualitativas ao maior número de pessoas e fortalecer as estratégias de prevenção ao suicídio. Assim, se você tem dúvidas a respeito, entre em contato para que possamos auxiliar da melhor maneira possível. 

A mensagem mais importante do Setembro Amarelo pode ser resumida na seguinte frase: suicídio é coisa séria. A melhor maneira de ajudar alguém em depressão é conduzi-la ao tratamento com profissionais especializados. Um/a psicólogo/a tem formação para auxiliar a pessoa com ideação suicida, de modo a reduzir os riscos envolvidos. 

Outra dica muito importante é o contato do Centro de Valorização da Vida (CVV). Em situações críticas, o atendimento do CVV pode fazer a diferença. Para tanto, basta ligar para o número 188. No site do CVV também é possível encontrar informações: https://www.cvv.org.br

Fontes:

METRO JORNAL. Setembro Amarelo: 5 pontos para falar sério sobre suicídio, 31/08/2019. https://www.metrojornal.com.br/estilo-vida/2019/08/31/setembro-amarelo-falar-sobre-suicidio.html (acesso em 02/09/2019).

CVV. Setembro amarelo: mês da prevenção ao suicídio. https://www.cvv.org.br/blog/setembro-amarelo-mes-de-prevencao-do-suicidio/ (acesso em 02/09/2019).